Tem gente que é feliz com pouco. Na verdade não são poucas as coisas que os agradam. O certo é que a felicidade é encontrada facilmente, com o que tiver. A pessoa percebe isso quando anda a pé, com algum dinheiro no bolso, resistente às adversidades e ainda com um sorriso no rosto. O pouco se resume, obviamente, a algumas coisas. Que além de essenciais, são sobretudo suficientes.
Seriam prazeres comuns? Ou amor pelas pessoas ao redor?
E se todos vivessem racionalmente? Sim porque dizem que não podemos comer açúcar. Deve-se cortar a gordura. Tão pouco abusar do álcool. Então para que nada saia errado é preciso disciplina. Dispensar o prazer. Viver na certeza e estender o futuro.
Mas o presente bate em todos e alivia na mesma medida. Os que veem pessoas que não fumam com problemas no pulmão e quem sempre preferiu peixe a carne vermelha tendo um infarto também ficam descrentes. Colocam a culpa no acaso e na seleção natural.
Os extraterrestres, se é que existem da forma como imaginamos, são assim não são? Não dão a mínima para a aparência. Desenvolvem o cérebro. Fazem só o certo. Frios, vivem por viver, digamos.
Voltando à Terra, aos mortais e normais. Viver inclui prazeres que não são saudáveis, isso é fato. Uma criança adora desde cedo um copinho de refrigerante. Claro, vem uma paulada de açúcar num gole só. Os costumes da culinária então nem se fala. É muita graxa. Coisa que dá textura à comida. Dá sabor. Dá graça. Manteiga, carnes, vinhos, cervejas, queijos. Isso é viver. É ter prazer ao fazer as coisas.
Mas balancear está na moda também. E levando em consideração que ter as pessoas aqui, em carne e osso, seja um bem mais que precioso, aquele ditado sobre a liberdade das pessoas serve como inspiração. Adaptado, fica assim: O prazer de uma coisa termina quando se põe em risco outro prazer ainda maior.
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